sábado, 10 de abril de 2021

Opinião sobre livros de graduação

Abaixo, cito alguns livros de Química Geral a nível de Ensino Superior (Graduação) e minha opinião sobre eles.




NIVEL APROFUNDADO

Estes livros possuem uma abordagem mais calculista. Os classifico do menos exigente em cálculo para o mais exigente em relação a cobrança de cálculos; porém, pode-se classificar também como do mais completo em teoria para o menos completo em teoria. Ambos são volumes únicos.

1º) Atkins & Jones: "Princípios de Química"

Talvez o melhor livro de Química Geral, que atualmente está na 7ª edição, adotado pelas melhores universidades brasileiras e em todo o mundo. Este livro aborda alguns pontos que nenhum outro livro cita, porém, as vezes desnecessário ou irrelevante a um curso introdutório de Química Geral teórica. Sua abordagem é contextualizada, com textos complementares e figuras coloridas e esquemas graficos que ajudam a entender melhor a aplicação do assunto.

2º) Mahan & Myers: "Química um curso a nível universitário".

Sua aparência frágil, sua coloração em preto e branco, escrito em um papel fino e sem grandes qualidades, porém, não se pode dizer o mesmo do seu conteúdo. Embora seja muito aprofundado no cálculo, este livro é mais textual e sem muitas figuras ou imagens. É ideal para um curso mais aprofundado da Química Geral, tendo realizado os cálculos previamente. Assim como o Atkins, possui alguns tópicos não explorados na maioria dos livros da disciplina.

3º) Chamizo y Garrits: "estructura atomica un enfoque quimico".

É um livro de nível altíssimo, sobre tudo na estrutura atômica. Acredito que esteja disponível apenas em espanhol, porém sua abordagem detalhista, minuciosa e aprofundada, certamente o faz um livro ótimo a quem deseja ter mais conhecimento sobre os átomos. Porém, assim como o Mahan, é preto e branco, sem contextualização, apenas com alguns graficos e figuras esquemáticas. 



NÍVEL BÁSICO (LIVROS ATUAIS)

São livros que ainda vem sendo editados, são coloridos, são excelentes em didática, possuem diversas figuras e imagens, contém aplicações cotidianas da Química com textos e figuras; porém, não são focados em cálculos como a primeira seção desta postagem. O que, certamente não os desqualifica, muito pelo contrário, os torna muito adotados atualmente nos cursos de Química Geral Teórica, onde não se exige conhecimento de Cálculo Diferencial e Integral. Segue abaixo minha classificação, embora volto a reforçar, todos os livros abaixo são de nível muito similar e equivalente.

1º) Kotz, Treichel, Weave

É um livro que foi escrito motivado a cursos que não são Química, embora está presente nos cursos de Química, Biológicas e afins até hoje. É um livro com muitas aplicações, contextualizações, imagens, e certamente é uma das principais bibliografias de Química Geral e até mesmo Química Inorgânica introdutória. É muito usado em questões de vestibulares e livros de Ensino Médio como referencia. 

2º) Chang

Apesar de ser o livro que mais me agrada didaticamente por trazer alguns comentários de forma mais simples, este livro não é tão utilizado como referencia nem tão adotado por professores universitários. Seu nível é muito próximo ao Kotz e Brown, possui muitas aplicações, contextualizações, imagens e textos de apoio.

3º) Brown, LeMay e Bursten

Assim como o Kotz, o livro do Brown é uma das principais bibliografias de Química Geral, Química Inorgânica e provas de acesso à pós graduação, como também é muito usado em questões de vestibulares e livros de Ensino Médio como referencia. Certamente, é o livro mais didático e fácil de compreender os conceitos Químicos, embora algumas vezes seja um pouco superficial. Talvez seja, atualmente, o livro mais adotado nos cursos de Química Geral no Brasil.



NÍVEL BÁSICO (LIVROS ANTIGOS)

São livros que não são mais editados atualmente, mesmo sendo antigos são livros de excelente qualidade e muito utilizados no passado. Os defino como do mais completo ao menos completo. Todos os livros são disponíveis em dois volumes.

P.S.: O Brady não aborda Química Orgânica, Química Descritiva nem Química de Coordenação. Já o Glinka, dedica exclusivamente seu volume 2 sobre Química Descritiva de forma mais completa com foco em reações e aplicações.

1º) Russell

Meu livro preferido de Química Geral. Embora seja inegável e incontestável que o Atkins e Jones seja o livro mais completo da disciplina, o Russell apresenta uma didática excelente, com comentários oportunos no decorrer de sua explanação teórica e exercicios resolvidos, além de ser um livro extremamente didático. Porém, assim como o Mahan, sua carência se dá em textos complementares e contextualização, apesar de ter bastante figuras. Sua ultima edição comercializada aqui no Brasil é do ano de 1992, infelizmente não tivemos a oportunidade de ter um avanço em seus pontos fracos, mas foi referencia na Química Geral teórica em inúmeras universidades no Brasil e no mundo.

2º) Brady e Humiston

Assim como o Russell, o Brady foi e ainda é referencia em inúmeros cursos de Química Geral no Brasil e no mundo, por sua abordagem simplista e didática, que traz muitas figuras e textos, porém, falta contextualização com textos complementares e aplicações da teoria na prática, assim como os livros do Mahan e do Russell. O volume 2, diferentemente do Russell, não contempla química orgânica nem química descritiva, mas os demais assuntos são explorados com muitos exemplos resolvidos e uma teoria fortemente detalhada.

3º) Glinka

Embora não tenha disponivel em lingua portuguesa, é possivel encontra-lo em russo (original) ou inglês. È um livro que aborda a Química Geral em seu volume 1 de forma básica, sem muitos detalhes, porém com muitos exemplos e figuras. Segue o padrão preto e branco, como o Mahan, Russell e Brady, além de ser também sem contextualização e exemplos cotidianos.



CONCLUSÃO

Embora os livros citados sejam de excelência e reconhecimento mundial, fato comprovado por suas diversas edições até hoje, cada categoria de livros representa um publico diferente que tem necessidades diferentes. Isso deve ser considerado pelo professor ao escolher um livro base para suas aulas e os alunos autodidatas que desejam um complemento ao conteúdo que se está aprendendo, seja na graduação ou até em vestibulares mais concorridos, vestibulares militares de alto nível como IME/ITA e algumas provas de segunda fase discursivas que contenham Química. Dessa forma, minha seleção é:

- APROFUNDAMENTO: Atkins
- NÍVEL BÁSICO ATUAL: Kotz
- NÍVEL BÁSICO ANTIGO: Russell

Agradeço a sua visita ao blog. Deixe seu comentário se concorda ou não com esta lista e se você conhece algum outro livro e recomenda para algum destes casos citados. 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Opinião sobre livros de ensino médio

 Vou citar alguns livros de ensino médio e a minha opinião sobre eles. Classificarei-os em ordem dentro dos níveis básico e aprofundado.


NÍVEL BÁSICO

 

ANTÔNIO SARDELLA:

É um livro antigo, que não é mais editado desde 2005, mas apresenta a Química de uma forma bem simples e didática, embora não seja aprofundado. Não é um livro contextualizado, porém, apresenta experiências de laboratório e história da ciência. É um bom livro por apresentar demonstrações e bastante exemplos resolvidos.

 

VERA NOVAIS:

É muito interessante a sequencia adotada, permite unir conhecimentos que não são compartilhados normalmente. É um livro de nível semelhante ao anterior e apresenta bastante imagens e experiências, embora não tenham tantos exercícios resolvidos.


TITO E CANTO:
É um livro muito utilizado nos colégios e apresenta a "abordagem do cotidiano", como o nome sugere. Utiliza experiências de laboratório envolvendo o conteúdo estudado, é contextualizado e é um ótimo material para quem deseja começar o estudo de química.


JULIO CEZAR FOSCHINI LISBOA – Ser Protagonista:

É um bom livro devido a simplicidade e intuitividade dos conceitos apresentados com bastante imagens e experiências, embora não tenham tantos exercícios resolvidos. A sequencia dos assuntos é agradável e permite boa continuidade no estudo. 

 

  NIVEL APROFUNDADO:


RICARDO FELTRE:

De nível um pouco mais aprofundado que os anteriores, é um bom livro para quem quer aprender Química, pois possui muitos exercícios propostos e resolvidos, além da contextualização teórica de forma muito agradável. Alguns conceitos são “maceteados”, o que facilita a compreensão, porém, não é tão rigoroso conceitualmente devido a simplificações. Assim como o primeiro livro relatado, este livro não é mais editado desde 2008. 


WILDSON SANTOS E GERSON MÓL:

Não é um livro tão conhecido. Tem o rigor conceitual um pouco mais elevado e é mais objetivo em sua abordagem. É menos contextualizado e apresenta menos história da ciência em comparação aos livros acima citados de nível básico. Disponível atualmente apenas na versão PNLD para escolas publicas.

 

USBERCO E SALVADOR:

É, talvez, o livro mais usado nos colégios. É um excelente livro para se começar a estudar química, pois é um livro contextualizado, muito didático e apresenta muitos exemplos do cotidiano. Em alguns assuntos, tem o rigor um pouco mais elevado devido ao aprofundamento teórico. É útil para aqueles que desejam compreender a química de forma simples porém aprofundada.


MARTHA REIS:

É o livro mais completo dos livros citados até agora, apresenta a Química de nível altíssimo com alguns tópicos de nível superior e abordagem bem mais aprofundada. Porém, sem perder a essência, apresenta a história da química, experiências de laboratório, textos de apoio e contextualização suficiente, embora não seja o mais fácil de ter um pleno entendimento numa leitura inicial. O livro queridinho, “Completamente Química”, é ideal para vestibulares de nível mais elevado como 2ª fase, PUC desafio, vestibulares militares, como IME, ITA e EsPCex. A coleção “Química” também apresenta alto rigor conceitual, muito semelhante ao “Completamente Química”.

 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

RESOLUÇÃO UERJ 2019 DISCURSIVA - QUIMICA 2 FASE


Por serem metais, fazem ligação metálica
Maior temperatura de Fusão: Ferro (Fe)
Maior massa atômica: Co
subnivel mais energético do Ni: 3d8.

OBS:  Os metais fornecidos na tabela possuem Nox variável entre +2 e +3
De acordo com a tabela periódica, as massas atômicas dos elementos Co = 59, Ni = 58,5 e Fe = 56.
Pela localização na tabela, podemos prever que sua distribuição eletrônica terminará no subnivel d.


nCO2 + nH2O --> nC2H5OH
Oxidos presentes no catalisador: Oxido de Zinco e óxido de Aluminio
Fórmula estrutural em bastão do etanol: 
Formula molecular do reagente apolar: CO2
OBS:



z = 119 - 22 = 97
Bk

n = 48 - 22 = 26 nêutrons (Titânio)

Titânio pertence ao grupo 4 da tabela periódica, metais de transição. O metal de maior raio atômico desta família é o Rf


Geometria da Amonia: Piramidal
O par de elétrons não ligante dão caráter básico à molécula
Pela lei de Chatelier, aumentando a temperatura ou reduzindo a pressão, favorecem a formação do produto.

OBS: Geometrias piramidal e angular sobram elétrons!


isomeria de posição
C* leucina = 2² = 4
Nox C = +3
Formula estrutural fenilalanina



CaO + H2O  --> Ca(OH)2 + energia
Ca(OH)2 : hidróxido de cálcio
reação exotérmica



Houve quebra da ligação pi, portanto, reação de adição.
Função Organica: Éter
Massa Molecular total do polímero = 20000g
massa do monômero = 5*12 + 2*16 + 8*1 = 100g
Divisão de 20000/100 = 200 unidades (n)


X: gás de menor massa molar (H2)
Y: gás de odor característico (Cl2)
Z: Composto iônico... NaOH
Eletrólise: Quebra da molécula pela eletricidade
NaCl --> Na+ + Cl-
H2O --> 2H+ + O-2

NaCl ----------------------> Na+    +    Cl-
360*0,65 = 234kg              a               b      (DADOS DO PROBLEMA)
58,5g                                23g           35,5g (VALORES DA TABELA PERIODICA)

se de 234kg para 58,5 dividiu por 4000, do lado dos produtos faz-se o inverso, pois os dados são da linha abaixo, logo, multiplicam-se os valores que desejamos encontrar por 4000.
a = 23*4000 = 92000g = 92 kg
b = 35,5*4000 = 142000g = 142kg






terça-feira, 4 de dezembro de 2018

ELETROQUÍMICA e COLIGATIVAS

REVISÃO:
https://alquimion.blogspot.com/2018/12/polaridade-interacoes-e-nox.html
https://alquimion.blogspot.com/2018/12/reacoes-inorganicas.html

REGRAS GERAIS DE ELETROQUIMICA:
O CÁTION SEMPRE VAI PARA O CATODO (GAnha MAssa, REduz, POsitivo);
O ÂNION SEMPRE VAI PARA O ANODO (Corroi, Oxida, Negativo).
Catodo sofre Redução, agente Oxidante
Anodo
sofre Oxidação, agente Redução

PILHA ou CÉLULA GALVÂNICA ou CÉLULA VOLTAICA:
energia química à reação química;   processo espontâneo, onde ddp (U) > 0.
- ALESSANDRO VOLTA (1800) utilizou discos de zinco e cobre separados por algodão, formando uma “pilha”.
- EXPERIÊNCIA DE JOHN FREDERICK DANIELL (1836):

2H+ (aq) + 2e- --> 2H  (SEMIRREAÇÃO DE REDUÇÃO OU SEMIRREAÇÃO CATODICA)
Zn (s) --> Zn2+ + 2e- (SEMIRREAÇÃO DE OXIDAÇÃO OU SEMIRREAÇÃO ANODICA)
Zn(s) + 2H+ --> 2H + Zn+2 (REAÇÃO GLOBAL

CONDIÇÕES-PADRÃO, ISTO É:
• concentração de H+ (aq) = 1 mol/L;
• temperatura = 25 °C;
• pressão do H2 = 1 atm.
Convencionou-se, arbitrariamente, que o potencial do eletrodo de H (E0) é igual a zero
ΔE0 = E0 redução - E0 oxidação


• Corrosão é a deterioração de metais pelo processo eletroquímico que ocorre nas reações de óxido-redução. Estima-se que aproximadamente 20% de todo o ferro produzido anualmente seja utilizado para reposição de equipamentos que sofreram corrosão, e isso ao custo de bilhões de dólares.
OBS: A presença de íons dissolvidos na água facilita o fluxo de elétrons, favorecendo a formação da ferrugem.
Isto explica por que em regiões litorâneas a ferrugem se forma mais rapidamente.
• Para proteger o metal — ferro ou aço — da corrosão, podemos utilizar um metal que apresente maior tendência a perder elétrons (maior potencial de oxidação). Esse metal se oxida e evita a corrosão do ferro, sendo, por isso, chamado de metal de sacrifício.
OBS: Um metal normalmente utilizado com essa finalidade é o magnésio.
OBS: Uma maneira muito comum de proteger um metal da corrosão é a aplicação de uma fina camada de outro metal para revestimento. Um dos metais mais utilizados para revestir o ferro é o zinco, que forma o ferro galvanizado. Outro metal utilizado é o estanho. Este tipo de revestimento é usado para a fabricação da folha de flandres ou lata.

ELETROLISE ou CÉLULA ELETROLÍTICA: 
Energia química ← reação química;
processo não espontâneo, onde ddp (U) < 0.


ELETRÓLISE ÍGNEA (SEM ÁGUA):  é provocada pela passagem de corrente elétrica através de um composto iônico fundido.
• ANODO: OXIDA E ATRAI ANIONS; CATODO: REDUIZ E ATRAI OS CATIONS



ELETRÓLISE EM MEIO AQUOSO:
é provocada pela passagem de corrente elétrica através de uma solução aquosa de um eletrólito.


OBS: ELETRODO INERTE não sofre alteração pois apresentar grande resistência ao calor, aos eletrólitos presentes e à passagem da corrente elétrica. Os mais comuns são a grafite e a platina. Caso contrário, temos um eletrodo ativo ou reativo.

ASPECTOS QUANTITATIVOS DA ELETRÓLISE:
1 mol de elétrons = 6,02 . 1023 e  = 9,65 . 104 C = 1 faraday = 1 F
Q = i.t, onde Q (COULOMB), I (AMPERE) e t (SEGUNDO) .

RESUMO:


PROPRIEDADES COLIGATIVAS:
PRESSÃO MÁXIMA DE VAPOR E A TEMPERATURA DE EBULIÇÃO:
Um líquido ferve (entra em ebulição) à temperatura na qual a pressão máxima de vapor se iguala à pressão exercida sobre sua superfície, ou seja, à pressão atmosférica

VAPORIZAÇÃO DO LÍQUIDO:
• por evaporação, que é uma vaporização calma e ocorre somente na superfície do líquido;
• por ebulição, que é uma vaporização turbulenta, com a formação de bolhas em todo o interior do líquido.

Tonoscopia ou tonometria é o estudo da diminuição da pressão máxima de vapor de um solvente, provocada pela adição de um soluto não-volátil.
Quanto maior for o número de partículas (nº de mol) do soluto não-volátil na solução, maior será o abaixamento absoluto da pressão máxima de vapor (ΔP).

Ebulioscopia ou ebuliometria é o estudo da elevação da temperatura de ebulição do solvente em uma solução.

Crioscopia ou criometria é o estudo da diminuição da temperatura de congelamento de um solvente em uma solução.

OBS: Quanto maior o número de partículas (nº de mol) do soluto não-volátil na solução:
• maior a elevação da temperatura de ebulição do solvente (maior ΔtE);
• maior o abaixamento da temperatura de congelamento do solvente (maior ΔtC).

Osmose é a passagem do solvente para uma solução ou a passagem do solvente de uma solução diluída para outra mais concentrada, por meio de uma membrana semipermeável.

Membrana semipermeável ideal é a que permite a passagem do solvente e impede a passagem do soluto.

Pressão osmótica (π) é a pressão externa que deve ser aplicada a uma solução para evitar sua diluição (osmose)

Obs: Em soluções iônicas, considera-se a molaridade total dos íons.

FATOR DE VAN’T HOFF: (Efeito coligativo) = K . W . i
Para o efeito osmótico, temos:

i = 
Número de partículas finais                                  para soluções ionicas: i = q e
α = 0;
      Número de partículas iniciais                               para soluções moleculares: i = 1 e α = 1.
i
= 1 . α . (q + 1)

Difusão é o movimento espontâneo entre partículas de substâncias diferentes, que se misturam formando uma solução.

Fonte:
Usberco e Salvador Volume Unico, edição 2002

EQUILÍBRIO QUÍMICO

É O ESTADO NO QUAL AS VELOCIDADES DIRETA E INVERSA SE IGUALAM.

PRINCIPIO DE LE CHATELIER (1888):
“Quando um fator externo age sobre um sistema em equilíbrio, este se desloca, procurando minimizar a ação do fator aplicado.”

FATORES QUE DESLOCAM O EQUILÍBRIO:
concentração, pressão (numero de mols), temperatura.
 
• CONSTANTES DE EQUILÍBRIO (Keq):

Kc (CONSTANTE DE EQUILÍBRIO EM TEMOS DE CONCENTRAÇÕES MOLARES (EM MOL/L))
* não devem ser representados os componentes sólidos e H2O(l) para reações em meio aquoso, pois suas concentrações são sempre constantes.
* Em equilíbrios que ocorrem em meio aquoso, no qual um dos participantes é a água líquida, a concentração da água, em mol/L, não varia; portanto, ela não fará parte da constante de equilíbrio.

OBS1: A CONCENTRAÇÃO MOLAR DA ÁGUA É UMA CONSTANTE: 55,5 mol/L.

OBS2: o aumento da temperatura desloca o equilíbrio no sentido endotérmico (de modo que a absorção de calor pela reação venha a minimizar a elevação da temperatura); a diminuição da temperatura desloca o equilíbrio no sentido exotérmico (de modo que a liberação de calor pela reação venha a minimizar a diminuição da temperatura).

OBS3: quanto maior o valor do Kc, maior a extensão da ocorrência da reação direta; (Kc > 1, produto > reagente), em contrapartida, quanto menor o valor do Kc, maior a extensão da ocorrência da reação inversa. (Kc < 1, reagente  > produto).

Kp (CONSTANTE DE EQUILÍBRIO EM TEMOS DE PRESSÕES PARCIAIS DOS GASES)
Na expressão de Kp, só devem ser representados os componentes gasosos.
 
OBS: DIFERENTEMENTE DOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS, OS GASES SEMPRE FORMAM MISTURA HOMOGÊNEA.

OBS2:  ADICIONAR UM GÁS INERTE AO EQUILÍBRIO, NÃO FAZ AUMENTAR A CONCENTRAÇÃO, APENAS AUMENTA A PRESSÃO DO SISTEMA.

OBS3: AUMENTO DA PRESSÃO OCORRE DIMINUIÇÃO DO VOLUME; DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO OCORRE  AUMENTO DO VOLUME (LEI DE ROBIN).

RELAÇÃO DE Kc e Kp:          Kp = Kc (RT)Δn
Tanto Kc quanto Kp, só variam com a temperatura.

EQUILÍBRIO IÔNICO DA ÁGUA (Kw):
água pura a 25 ºC [H+] = [OHà  M = 10–7 mol L–1

SOLUBILIDADE: QUANTIDADE MÁXIMA QUE SE DISSOLVE NUMA QUANTIDADE PADRÃO (GERALMENTE 1L) DE ÁGUA, NUMA DETERMINADA TEMPERATURA.

ESCALA DE pH  (SOREN PETER LAURITZ SORENSEN 1909):
OBS: Quanto menor for o valor de Ka, maior será o valor correspondente de pKa. Assim, quanto menor for o valor de Kb, maior será o valor correspondente de pKb.
OBS2: Tanto α como K aumentam com a temperatura.
OBS3: No caso de um poliácido ou de uma polibase, a ionização é gradativa, ionizando-se um H+ ou um OH- por vez.

 
Grau de ionização (α)
RELEMBRANDO...
PARA HIDRACIDOS :                          

α ≤ 5%  (FRACO)                                
5% α 50% (MODERADO)                    
α > 50% (FORTE)                                
                                                             
PARA OXIACIDOS (HnAOn) : OXIGENIOS MENOS HIDROGENIOS
α = 0  (FRACO), α = 1(MODERADO),  α = 2 ou 3 (FORTE).
EXCEÇÃO: H2CO3 (α = 0,18%) é um ácido FRACO

PARA BASES:  M(OH)x
FORTES: FAMILIAS 1(ALCALINOS) e 2(ALCALINOS-TERROSOS)
FRACAS: AS DEMAIS
α ≤ 5%  (FRACO), α entre 5% e 50% (MODERADO), α > 50% (FORTE).

Ka (CONSTANTE DE EQUILÍBRIO PARA ÁCIDOS) e Kb (CONSTANTE DE EQUILÍBRIO PARA BASES)
• QUANTO MAIOR O VALOR DA CONSTANTE DE IONIZAÇÃO (Ka ou Kb), MAIOR SERÁ A SUA FORÇA.
• pH e pOH:

LEI DA DILUIÇÃO WILLHELM OSTWALD (1887):
Relaciona o grau de ionização com o volume (diluição) da solução.

• CONSTANTE DE IONIZAÇÃO (Ki) e DISSOCIAÇÃO (Kd)
OBS: SE O ACIDO OU BASE FOR FRACO (a < 5%), O VALOR DE α SERIA MUITO PEQUENO, FAZENDO O DENOMINADOR SER APROXIMADAMENTE IGUAL A 1. 

• PARA CALCULAR UMA ESPECIE:
OBS: SE O VALOR DE a FOR MUITO BAIXO, a e n SERÃO DESPREZÍVEIS !                                       


EFEITO DO ÍON COMUM: 

É a diminuição da ionização de um ácido fraco ou base fraca, por influência de um sal do próprio ácido ou base.
HA D H+ + A- (ACIDO FRACO) e MOH D M+ + OH- (BASE FRACA), onde: A (AMETAL) e M (METAL)

• HIDRÓLISE (Kh): PROCESSO EM QUE OS ÍONS PROVENIENTES DE UM SAL REAGEM COM A ÁGUA.
HIDRÓLISE DE CÁTIONS: PRODUZ ÍONS H+. 
HIDRÓLISE DE ÂNIONS: PRODUZ ÍONS OH–.

OBS: NA SOLUÇÃO, PREDOMINA SEMPRE O CARÁTER DO MAIS FORTE.
ACIDO FORTE + BASE FRACA
à MEIO ÁCIDO
ACIDO FRACO + BASE FORTE
à MEIO BÁSICO
ACIDO FRACO + BASE FRACA
à MEIO “NEUTRO” (DEPENDE DE Ka e Kb)
ACIDO FORTE + BASE FORTE
à NÃO OCORRE HIDRÓLISE
OBS: O MEIO É CONSIDERADO “NEUTRO”, MESMO SENDO Ka ou Kb POUQUÍSSIMOS DIFERENTES.
OBS: CÁTION DE BASE FORTE NÃO REAGE COM ÁGUA, OU SEJA, APENAS SE DISSOCIA.

PRODUTO DE SOLUBILIDADE (Kps): Em qualquer solução aquosa saturada de sal ou base (composto iônico) pouco solúvel, o produto das concentrações dos íons — cada um elevado a um expoente igual a seu coeficiente na equação devidamente balanceada — é uma constante representada por PS, Kps ou Ks.

CUIDADO! NÃO CONFUNDA “SOLUBILIDADE” COM “PRODUTO DE SOLUBILIDADE”

• “SOLUBILIDADE” É O NOME DADO À MÁXIMA QUANTIDADE DE SOLUTO QUE CONSEGUIMOS DISSOLVERDE MODO ESTÁVEL NUMA CERTA QUANTIDADE DE SOLVENTE.
• “PRODUTO DE SOLUBILIDADE” É A DENOMINAÇÃO DE UMA CONSTANTE DE EQUILÍBRIO.

Fonte:
Quimica Feltre Vol. 2
Usberco e Salvador Volume Unico, edição 2002
Curso de Quimica, Sardella, volume 2
Tito e Canto, Na Abordagem do Cotidiano, volume 2, edição 2006

CINÉTICA QUÍMICA

É O ESTUDO DA VELOCIDADE DAS REAÇÕES QUÍMICAS E DOS FATORES QUE INFLUEM NESSA VELOCIDADE.

OBS: Para calcular a velocidade media de cada  componente da reação, divide-se pelo seu numero de mols

O EFEITO DA ELETRICIDADE NA VELOCIDADE DAS REAÇÕES: faísca elétrica e raios elétricos
O EFEITO DA LUZ NA VELOCIDADE DAS REAÇÕES (FOTOQUÍMICAS)
• FOTOSSÍNTESE: QUANDO, A PARTIR DE MOLÉCULAS MENORES, OBTEMOS MOLÉCULAS MAIORES
• FOTÓLISE: QUANDO, A PARTIR DE MOLÉCULAS MAIORES, OBTEMOS MOLÉCULAS MENORES


TEORIA DAS COLISÕES















OBS: MAIS COLISÕES EFETIVAS, MAIOR VELOCIDADE.
OBS: AO DIMINUIR A TEMPERATURA ESTAREMOS DIMINUINDO A VELOCIDADE.
- COMPLEXO ATIVADO (CA): Estado de transição de reagente para produto.
- ENERGIA DE ATIVAÇÃO (EA): Mínimo de energia necessária para a ocorrência da reação.
OBS: QUANTO MENOR FOR A ENERGIA DE ATIVAÇÃO, MAIOR SERÁ A VELOCIDADE DA REAÇÃO. 

- SUPERFÍCIE DE CONTATO: Quanto maior a superfície de contato dos reagentes, maior a velocidade da reação.
EXEMPLOS: efervescência (pastilha em agua liberando CO2), queima de madeira na fogueira, etc.
- REGRA (FATOR) DE VAN’T HOFF: UM AUMENTO DE 10 ºC FAZ COM QUE A VELOCIDADE DA REAÇÃO DOBRE.
- CATALISADORES: substâncias que aceleram uma reação sem serem consumidas durante a reação.
OBS1: não aumenta o rendimento da reação, isto é, ele produz a mesma quantidade de produto, mas num período de tempo menor.
OBS2. não altera o
Dh da reação.
OBS 3. acelera tanto a reação direta quanto a inversa, pois diminui as energias de ativação.
* ENZIMAS são catalisadores biológicos
* CATÁLISE
é o aumento de velocidade da reação, provocado pelo catalisador.


LEI DA VELOCIDADE ou LEI CINÉTICA DE GULDBERG-WAAGE (1867):
OBSERVAÇÕES:
Reação elementar ocorre em apenas uma etapa
• Molecularidade é a soma do número de mols dos participantes da reação
• A etapa lenta determina a equação de velocidade do mecanismo de reação (conjunto de reações elementares)




LEIS DA RADIOATIVIDADE
1ª LEI: A EMISSÃO DE PARTÍCULAS α (Frederick Soddy e Kasimir Fajans em 1913).
  

2ª LEI: A EMISSÃO DE PARTÍCULAS β (Soddy-Fajans-Russel em 1914)

OBS: As emissões γ não são partículas, mas são ondas eletromagnéticas, por isso, não sofrem desvio ao atravessar um campo elétrico ou magnético.

Em 1934, os cientistas italianos Enrico Fermi e Emílio Segrè bombardearam átomos de urânio com nêutrons, encontrando quatro espécies radioativas como produtos, uma delas o neptúnio (Z = 93). Os químicos alemães Otto Hahn e Fritz Strassman, repetindo essa experiência, detectaram, entre os produtos, átomos de bário, o qual apresenta número atômico pouco maior que a metade do número atômico do urânio. Concluíram então que o urânio estava sendo fissionado (dividido), fenômeno que recebeu o nome de fissão nuclear.

Fissão nuclear é a divisão do núcleo de um átomo em dois núcleos menores, liberando grande quantidade de energia.
EXEMPLOS: a bomba atômica e reator nuclear.

Fusão nuclear é a junção de núcleos atômicos produzindo um núcleo maior, liberando grande quantidade de energia. 
EXEMPLOS: datação com carbono 14, radioisótopos na medicina, indústria, agrotóxicos. 

TRANSMUTAÇÕES: Quando um elemento químico emite espontaneamente uma radiação e se transforma em outro elemento, dizemos que aconteceu uma transmutação natural. Quando as transmutações são obtidas por bombardeamento de núcleos estáveis com partículas α, prótons, nêutrons etc., são chamadas transmutações artificiais. A primeira delas foi obtida por Rutherford (1898).


CINÉTICA DAS DESINTEGRAÇÕES RADIOATIVAS
A velocidade (V) com que ocorre a emissão de partículas (desintegração) é diretamente proporcional ao número de núcleos radioativos (N), a cada instante considerado.
V = K.N , em que K = constante radioativa característica de cada isótopo.

Meia-vida (t1/2): é o tempo necessário para que a metade dos núcleos radioativos se desintegre, ou seja, para que uma amostra radioativa se reduza à metade.














Fonte:
Quimica Feltre Vol. 2
Usberco e Salvador Volume Unico, edição 2002
Curso de Quimica, Sardella, volume 2